sexta-feira, 30 de outubro de 2009

E se de repente...

... nos dissessem: "Não podes usar mais o powerpoint nas apresentações" ??

Foi exactamente isso que nos foi dito. Não para a eternidade (esperemos), mas para um texto específico. De 5 hipóteses, calhou-nos o mindgenius. Quanto a este programa, temos a dizer que é confuso. Nem sequer conseguimos saber como se tirava do modo de "criação" e se punha no modo "apresentação". Achámos uma particularidade do programa, bastante útil: o facto de se poder "abrir o esquema" consoante a apresentação se vai desenrolando, característica esta que também o powerpoint possui, mas em vez de se "ir abrindo" conceitos interligados, "abre-se" um novo slide. No entanto achámos que só com muita prática se pode arriscar a apresentar algo no programa devido ao difícil manuseamento e criação de ligações. Achamos ainda que não é um programa muito útil e prático, tendo em conta que o esquema final fica "estupidamente" grande, sendo que não cabe num ecrã de computador.

Demorámos umas quantas horas a entender o texto e a retirar as ideias e conceitos principais. Era denso, grande e muito específico. Tornou-se complicado traduzir os conceitos para português. Seguiram-se mais umas quantas e longas horas a entender o programa. Descobrimos a funcionalidade da tecla F1 dos teclados. Ficámos estupefactas a olhar para o pc, quando vimos uma tabela com explicações surgir. E até nos foi dito: "até no Office isto funciona, querem ver?" e eis que surge a dita tabela, também no Office. Boqueabertas, lá começámos a ler as indicações, a experimentar e a apagar e lentamente, a construir a nossa apresentação final.

O que concluímos deste trabalho (e dizemos trabalho e não texto porque isso fica para outras núpcias)?? Que temos "graves falhas" em termos informáticos (algo que sabíamos desde logo). Que se torna complicado, com essas ditas falhas (básicas) investigar/explorar um programa que em nada se assemelha aos que costumamos utilizar, sem a ajuda de um especialista, ou as luzes de um simples conhecedor. E que duas semanas não chegam para analisar um texto em Inglês de 33 páginas, explorar um programa que desconhecemos na totalidade e preparar uma apresentação do dito texto, utilizando o dito programa, em condições.

Foi um bom esforço e merecemos o devido reconhecimento. =)

E aqui fica, para além da tecla F1, outra luzinha que utilizámos no entendimento do programa:


sábado, 24 de outubro de 2009

working

Hoje trabalhamos em inglês. Hoje, o nosso objecto de estudo é um paper de Gustavo Cardoso, intitulado "From Mass to Networked Communication: Communicational Models and the Informational Society".

E é também nosso objecto de estudo, o MINDGENIUS.

Hoje preparamos uma apresentação do paper na ferramenta. Hoje, somos nerds da informática. Quarta-feira dia 28 de Outubro seremos experts do assunto.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Technology



(!)WE DIDN'T KNOW(!)

?DID YOU?

Comentário aos textos da aula de dia 15 de Out



Os três textos críticos à “euforia multimédia”, expressão utilizada por Eduardo Prado Coelho no seu artigo Fio do Horizonte, leva-nos a reflectir sobre toda esta dependência tecnológica que se faz sentir a nível global. Contudo, leva-nos também a reflectir sobre a importância cada vez maior do equilíbrio e inteligência na utilização da tecnologia.

No primeiro artigo “Poperpoint makes you dumb” de Clive Thompson, é quase que pedido um extermínio à utilização desta ferramenta, alegando que nos torna mais estúpidos devido à sua simplicidade e formas concisas. No entanto, a nosso ver, ficou aqui esquecida a verdadeira função da ferramenta, sendo que serve apenas como guia, como orientação. O powerpoint pode e tem provado ser altamente eficaz na captação da atenção de uma audiência e ajuda a clarificar e organizar as ideias apresentadas. É importante frisar que as ferramentas só são benéficas se utilizadas de forma adequada. Um powerpoint serve como “muleta” a uma apresentação e não como um substituto.

No terceiro texto “Is Google Making Us Stupid” o seu autor Nicholas Carr demonstra uma forte preocupação relativamente à artificialidade a que a internet nos torna sujeitos. Diz que nos torna superficiais e quase que vazios, descrevendo-nos de uma forma que nos pareceu bastante interessante – “pancake people – spread wide and thin as we connect with that vast network of information accessed by the mere touch of a button.”

A nosso ver, faltou aqui uma questão extremamente relevante, já referida no início, sendo este o equilíbrio e sabedoria na utilização destas tecnologias. Se estas forem um recurso, um complemento e apenas umas peças de um puzzle bem mais amplo, então o ser humano só tem a ganhar com estas invenções geniais que por si só demonstram a elevada capacidade do cérebro humano.


imagem encontrada aqui.

sábado, 10 de outubro de 2009

Web 2.0

Muito se tem falado de um novo conceito digital, “Web 2.0” nas nossas aulas, daí que achámos por bem investigar um pouco mais acerca deste fenómeno tecnológico.

Surge em 2004 aquando uma conferência nos Estados Unidos, a MediaLive International, lançado por Tom O´Reilly. A partir daqui, a internet passou a ser utilizada como uma plataforma e a participação dos utilizadores torna-se um requerimento. A ideia dos “users as co-developers” como descreve O´Reilly na sua obra “What Is Web 2.0: Design Patterns and Business Models for the Next Generation of Software” ganha uma dimensão cada vez mais alargada e significativa. Incentiva-se agora a participação dos utilizadores, quer seja através de opiniões, vídeos, comentários, blogues, entre outros. Diríamos mesmo que o limite é a imaginação pois a possibilidade e a facilidade com que tal é feito é cada vez maior e mais rápida. Um dos muitos exemplos pode ser a colocação de um vídeo feito entre amigos no Youtube para que todos possam ver, comentar e fomentar assim uma maior interacção entre os utilizadores da internet.


Estando nós no curso de Comunicação Social, houve um site pertencente a esta nova era que nos despertou particular interesse, sendo este o digg.com. De origem norte-americana e formado também em 2004, este site reúne inúmeros links que remetem para notícias e vídeos enviados pelos utilizadores. A pessoa submete o seu link atribuindo-lhe um nome e uma descrição. De seguida, todos estes passam por uma votação (feita também pelos próprios utilizadores) e aqueles que foram mais votados ganham o direito de ficar em destaque na página inicial do site. Este site não só confere a participação e integração do colectivo como também contribuí para uma nova forma de fazer jornalismo, onde os leitores perdem o papel de passividade, ganhando um papel activo e dinâmico, muito mais enriquecedor para a sociedade contemporânea.

terça-feira, 6 de outubro de 2009

"Tudo o que é mau faz bem", Steven Johnson


Este é um título que nos faz pensar em tudo o que já ouvimos dos nossos pais ao longo destes anos, em que nada se assemelhava a isto. Nunca pensamos em algo mau que nos possa fazer bem. "Não faças isso que faz mal!", e se afinal fizesse bem?! É obvio que os nossos pais nunca leram este texto de Steven Johnson.

Neste texto, o autor diz tudo o que não estamos habituados a ler. Na sua opinião, as novas tecnologias como video jogos fazem parte do nosso desenvolvimento cognitivo, que "aguçam" as nossas capacidades e que o autor vê como uma "lavagem ao cérebro positiva". Para defender esta tese, Steven remete ao filme de Woody Allen "Sleeper", a partir de onde começou a usar uma expressão, "Curva de Sleeper" que se referia à cultura popular, das massas, como benéfica para a nossa vida.

Esta ideia veio contrapor-se a tudo o que vemos e ouvimos actualmente, como o facto do conteúdo destes meios de entretenimento ser demasiado violento, explícitos e até obscenos. Em "Tudo o que é mau faz bem", o autor realça a ideia de que os jogos estimulam as pessoas, pois obrigam-nas a pensar e a seguir um determinado objectivo com o intuito de chegar ao fim.

É certo que alguns video jogos são prejudiciais para as crianças, mas deviam ser vistos como uma evolução tecnológica, como mais um formato de entretenimento e não como um retrocesso e uma mera "estupidificação" como refere o autor. O grande problema dos videojogos é o seu excessivo uso, que depende da forma como é controlado.

Assim, podemo-nos perguntar, será que Steven Johnson é demasiado despreocupado ou desatento?! ou será que a nossa sociedade não aceita a evolução?!.

Na nossa opinião, esta tecnologia não tem que ser prejudicial, desde que usada de forma controlada e que a pessoa saiba distinguir facilmente a realidade do mundo virtual.

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Facebook

Desta vez, vimos reflectir um pouco acerca de uma ferramenta digital específica e o importante papel que esta tem na nossa vida social. Trata-se da rede “Facebook” que parece estar a tornar-se num dos grandes caracterizadores da nossa identidade.

O Facebook, que veio substituir para muitos jovens o já famoso Hi5, revela-se como uma fonte de identificação impressionante. E tal é notório em diversos aspectos. Muitas vezes, após travar conhecimento com alguém, a tendência é ir adicioná-la no Facebook, já com a ideia de ficar a saber mais sobre essa pessoa, saber quem são os seus amigos, os seus interesses, os locais que frequenta, a forma como dispõe o seu perfil e as suas fotografias…inúmeros indícios que o Facebook disponibiliza de maneira a ajudar a definir a pessoa em questão. Os links que a pessoa coloca no seu “wall”, os grupos ao qual adere, as situações em que surge nas fotografias, e os exemplos poderiam continuar…

Não pretendemos de todo desprezar esta ferramenta até porque nós próprias confessamos ser adeptas e admitimos que até pode revelar bastante acerca de uma pessoa, mas não a define na sua íntegra. Evidentemente que a adesão às tecnologias reflecte um pouco a identidade de cada um mas felizmente, uma pessoa ainda tem muito mais a oferecer que a sua relação e dependência face a estes “brinquedos digitais”!

sábado, 3 de outubro de 2009

Artigo da Pública

Como somos alunas com sobreposição de cadeiras, não nos foi possível estar presente na aula em que se debateu o artigo. No entanto, não poderíamos deixar de tecer os nossos comentários sobre o mesmo.

O artigo trata da falta de atenção que se verifica nas crianças e nos jovens, nomeadamente nas escolas, onde os professores têm a difícil tarefa de captar a atenção dos seus alunos.
Há quem culpe o tempo (em excesso) que as crianças passam em frente da televisão ou a jogar os video-jogos. É assim questionado o acesso antecipado que as crianças têm às tecnologias, levando assim a uma dependência e falta de atenção das mesmas e a um distanciamento da realidade. Com o desenvolvimento das tecnologias, torna-se assim complicada a focalização numa tarefa apenas, o que leva a crer (logo desde bem cedo) que as crianças são hiperactivas. E qual a solução? Medicamentos.

No nosso ponto de vista, e começando pelo fim, não achamos que os medicamentos sejam solução, nem tão pouco a proibição de acesso às tecnologias. Achamos sim que deve haver da parte dos pais um controlo do tempo dispendido com as mesmas e que os pais das crianças, e os professores, as estimulem para outras actividades que não incluam tecnologias, como a leitura ou passeios ao ar livre e idas a museus e exposições, ou ainda a brincarem com os nenucos e os carrinhos.

Contudo, nem de negativismos se constroi a história das tecnologias e da sua influência nas crianças. Estas, estão bastante melhor preparadas para encarar este século, comparativamente com aquelas que tiveram um acesso às mesmas mais tardio.

Agora, e para finalizar, achamos que não se deve denominar de doença, algo que é resultado de uma evolução que logicamente provoca alterações no desenvolvimento das crianças e adultos , da sociedade.

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

"Final Cut"

O filme "Final Cut" aborda as questões de adopção de tecnologias e o impacto das mesmas.

O Ser Humano tem recebido as novas tecnologias com um certo cepticismo. Existe sempre uma desconfiança, bem como resistência, na chegada das novas tecnologias. Mas é sempre bom relembrar que as tecnologias são criadas com o intuito de satisfazer as necessidades do Homem.

No filme de Omar Naim, é desenvolvido um implante - ZOE - que se coloca no cérebro dos bebés, gravando assim todas as suas memórias, até ao final da sua vida. Aquando a morte do seu portador, o implante é retirado e entregue a um editor da ZOE TECH - empresa criadora - que compila os melhores momentos da vida do falecido para serem exibidos no seu funeral. Isto leva-nos a um confronto entre dois conceitos - memória e privacidade. De um lado encontram-se os adeptos desta nova tecnologia (a família dos falecidos e os editores) e do outro os seus oponentes que defendem o conceito de liberdade e privacidade.

A memória do Ser Humano tem vindo a sofrer alterações com o passar dos anos. Antes a memória baseava-se nas vivências pessoais e (possivelmente) no que era publicado nos jornais. Hoje, aquilo que os media transmitem, permite-nos "conhecer" pessoas ou "viver" situações sem nunca estarmos fisicamente em contacto com elas, adicionando assim uma "nova memória". Tal como a memória, o conceito de privacidade tem vindo a sofrer alterações, nomeadamente aquilo que é ou não considerado um dado privado. A existência de um aparelho como o ZOE, provocaria uma grande alteração no conceito memória, deixando de ser a nossa recordação de alguém ou situação, passando a ser uma selecção audiovisual de alguns momentos vividos por nós. A privacidade deixaria de existir a partir do momento em que alguém tivesse acesso a todas as nossas memórias.

É também abordada a questão da inclusão ou exclusão na sociedade, devido às tecnologias. Estas, são definitivamente um ponto chave na inclusão/exclusão de um individuo na sociedade pois apenas um grupo de privilegiados tem condições para suportar os custos destas tecnologias. Isto significa que os mais pobres e desfavorecidos sofrem de exclusão social por não terem condições de acompanhar as evoluções tecnológicas.

A grande questão em relação às tecnologias, está em encontrar os seus limites e não deixar que sejam as mesmas a dominar-nos. É um facto que os avanços tecnológicos dominam o nosso quotidiano e que é "impossível" viver hoje em dia sem telemóvel (por exemplo) devido há forma como o mesmo de tornou parte das nossas vidas. Tornou-se um bem essencial e indispensável como a roupa ou a comida, salvo certas excepções.

Actualmente, quem não acompanha minimamente os avanços da tecnologia, corre sérios riscos de ser, ou pelo menos sentir-se excluído da sociedade. As tecnologias permitem ao Ser Humano possuir um maior conhecimento. É necessário que os grandes inventores e génios tecnológicos tenham noção de quais os limites e onde devem parar. É bom encontrar alternativas para as necessidades do Ser Humano, mas com conta, peso e medida, respeitando sempre a sua integridade, bem como a sua essência.

E para despertar a curiosidade de quem ainda não viu o filme, aqui fica o trailer...