
Este é um título que nos faz pensar em tudo o que já ouvimos dos nossos pais ao longo destes anos, em que nada se assemelhava a isto. Nunca pensamos em algo mau que nos possa fazer bem. "Não faças isso que faz mal!", e se afinal fizesse bem?! É obvio que os nossos pais nunca leram este texto de Steven Johnson.
Neste texto, o autor diz tudo o que não estamos habituados a ler. Na sua opinião, as novas tecnologias como video jogos fazem parte do nosso desenvolvimento cognitivo, que "aguçam" as nossas capacidades e que o autor vê como uma "lavagem ao cérebro positiva". Para defender esta tese, Steven remete ao filme de Woody Allen "Sleeper", a partir de onde começou a usar uma expressão, "Curva de Sleeper" que se referia à cultura popular, das massas, como benéfica para a nossa vida.
Esta ideia veio contrapor-se a tudo o que vemos e ouvimos actualmente, como o facto do conteúdo destes meios de entretenimento ser demasiado violento, explícitos e até obscenos. Em "Tudo o que é mau faz bem", o autor realça a ideia de que os jogos estimulam as pessoas, pois obrigam-nas a pensar e a seguir um determinado objectivo com o intuito de chegar ao fim.
É certo que alguns video jogos são prejudiciais para as crianças, mas deviam ser vistos como uma evolução tecnológica, como mais um formato de entretenimento e não como um retrocesso e uma mera "estupidificação" como refere o autor. O grande problema dos videojogos é o seu excessivo uso, que depende da forma como é controlado.
Assim, podemo-nos perguntar, será que Steven Johnson é demasiado despreocupado ou desatento?! ou será que a nossa sociedade não aceita a evolução?!.
Na nossa opinião, esta tecnologia não tem que ser prejudicial, desde que usada de forma controlada e que a pessoa saiba distinguir facilmente a realidade do mundo virtual.